Uma reflexão sobre a partilha cultural e comércio pacífico em África antes da colonização.
Introdução
Neste artigo, partilho uma reflexão profunda sobre a colonização e as formas alternativas — pacíficas e respeitosas — de partilhar cultura e conhecimento afrikanos. A partir de uma mensagem impactante da autoria da nossa acentuada e valente-panafrikanista que identifica-se com o nome: Nh‑Chi Africâner, onde ela aborda a ideia de que a colonização não era inevitável, mas sim uma escolha limitada perante múltiplas formas de interacção cultural que já existiam entre os povos afrikanos e outros povos.
Abaixo partilho a mensagem super afrocentrada e impactante da NH-CHI AFRICÂNER: 👇🏾
"Penso que colonizar e humilhar os pretos por achá-los inferiores foi apenas uma das opções, entre várias outras, de apresentar ou introduzir a sua cultura a eles.
Porque penso que, de facto, há várias outras formas de apresentar, impor ou introduzir o que é seu a alguém.
Por exemplo, pelo que li nos livros, antes da invasão colonial, já se faziam trocas comerciais entre reinos africanos e árabes, trocando entre si o que cada um tinha no momento (...).
Onde quero chegar é que colonizar foi apenas uma das opções de partilharem o que era deles com os africanos. Havia outras formas de partilha que, na minha opinião, seriam mais pacíficas e humanas. Até porque o africano também tirava o que era seu para oferecer.
Penso que o mundo não pertence a ninguém, que o conhecimento deve ser partilhado, portanto, de uma forma ou de outra, dependemos uns dos outros para ter acesso às coisas do mundo.
Se foste o primeiro a descobrir uma certa coisa que beneficia o mundo, de modo algum isso significa que quem não a descobriu é desprovido de inteligência ou ignorante.
Todos têm algo para acrescentar!" 🧠👏🏿✊🏿✊🏿✊🏿
Autora do pensamento sublinhado: Nh-Chi Africâner
Revisão linguística: Munyama Khwixi Nkulu
Abaixo deixo uma mini biografia da Africâner e posteriormente darei a minha observação de apoio (positivo) ao pensamento ou inclinação ideológica dela.
QUEM É A NH-CHI AFRICÂNER?
A Nh-Chi Africâner é uma estudante universitária e influenciadora digital nascida a 29 de Abril de 2005. Com uma mente fértil, criativa e visionária, é profundamente apaixonada por arte, comunicação e turismo, áreas que interliga com o seu compromisso com a valorização da identidade africana.
Na sua página pessoal — que leva o seu próprio nome — dedica-se a exaltar África e os africanos em todas as suas dimensões: da beleza à cultura, passando pelo turismo e pela arte. Através dos seus conteúdos, procura despertar nos africanos o amor e a responsabilidade pela proteção do continente, promovendo um pensamento crítico e afrocentrado.
É uma jovem de ideias incessantes, tendo já criado três projectos afrocentrados — incluindo a sua própria plataforma digital.
O seu maior sonho é tornar-se uma das maiores, senão a maior influencer digital e activista sócio-cultural do continente africano, com reconhecimento interna
cional.
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Todavia, abaixo, eu Munyama Khwixi Nkulu, apresento factos históricos de apoio ao discurso acima da nossa valente panafrikanista, Nh-Ch Africâner
Contextualização Histórica e Reflexão
A reflexão de Nh‑Chi Africâner, sugere que a colonização foi uma opção deliberada, mas não inevitável. Antes dos europeus chegarem, existiam sistemas complexos de comércio e intercâmbio cultural entre povos africanos, árabes e asiáticos:
No Saara e Sahel, impérios como Gana, Mali e Songhay mantinham rotas de comércio transaariano que circulavam ouro, sal, marfim e conhecimento, criando urbes prósperas e cosmopolitas .
Na costa leste africana, cidades‑estado Swahili como Kilwa, Mombasa ou Zanzibar participavam activamente da rede marítima do Índico, trocando ouro, marfim e afrikanos escravisados (erroneamente chamados ESCRAVOS) por tecidos, especiarias e porcelanas indianas e chinesas. Esta rede fomentava sincretismo cultural e económico .
O entrelaçamento de culturas africanas, árabes, persas e indianas deu origem à língua Swahili e a sinergias culturais, demonstrando que a influência mútua podia ocorrer por vias respeitosas e colaborativas antes da violência colonial.
Este contexto mostra que outras formas de partilha cultural eram possíveis: alianças políticas, comércio justo, trocas intelectuais e religiosas, cooperação económica e simbólica.
Conclusão Reflexiva
A Nh‑Chi Africâner, tem razão ao afirmar que a colonização foi apenas uma opção — e não a única opção. A história africana prova que sempre existiram formas mais pacíficas e respeitosas de intercâmbio cultural, em que o conhecimento era bilateral, e não uma imposição.
A mensagem é clara: o conhecimento é global, e a inteligência não se revela apenas por descobertas. A grandeza reside na humildade e na partilha. Como afrocentrados, devemos resgatar essas memórias, relembrando que a verdadeira riqueza está na colaboração entre povos livres e conscientes.
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Redação: Munyama Khwixi Nkulu 👑
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